Certo dia um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior, com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite num sitio de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou:

– Como foi a viagem?

– Muito boa, papai

– Você viu como as pessoas pobres podem ser?

– Sim.

– E o que você aprendeu?

O filho respondeu:

Eu vi que nós temos um cachorro em casa, eles tem quatro; nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles tem um riacho que não tem fim; nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles tem as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles tem uma floresta inteira.

Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.

E o filho acrescentou:

– Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres!!!

“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz” Mateus 6.19-22 .

Esta história exemplifica muito bem o valor que damos aos “nossos tesouros”. Nossa vida não consiste em possuir muito, mas valorizar o que temos e principalmente o que SOMOS.Muitas vezes, os aspectos materiais tem se sobreposto sobre aspectos muito mais importantes, como família, amigos e até mesmo nas coisas de Deus.

Não deixe que isto aconteça contigo , trabalhe para dar valor àquilo que realmente importa, assim como o garoto que conseguiu ver um aspecto da vida que até então seu pai não tinha visto.

                                                                                   Marcelo Ackermann