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A meditação desta semana será em lembrança da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. Segundo o site do IBGE, de acordo com o Censo de 2010, aproximadamente 23,9% da população brasileira tem alguma deficiência (investigadas: visual, física, auditiva e intelectual). Em outras palavras, um quarto da população tem alguma deficiência congênita ou adquirida.

Trago um texto de Mario Quintana que nos dá uma ideia de deficiência bem diferente do que imaginamos, pois nós que somos considerados saudáveis, muitas vezes estamos mais deficientes que qualquer uma dessas pessoas especiais. Vamos refletir juntos com essas definições de Mario:

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome e miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de ajuda. Diabético é quem não consegue ser doce.

Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.

E finalmente a pior das deficiências é ser miserável, pois os miseráveis são todos ao que não conseguem falar com Deus.

 

             Essas definições de Mario Quintana podem nos parecer duras, mas se analisarmos, as pessoas estão cada vez mais paralíticas na hora de se doar, na hora de amar. Que possamos nós avaliar como estamos vivendo nosso dia a dia, e como vivem as pessoas portadoras de deficiência. Quando temos a oportunidade de conviver com pessoas com deficiência, percebemos o quanto são alegres, simpáticas, amorosas, dispostas, unidas, entre tantas outras qualidades.

Que Deus abençoe cada pessoa com deficiência e seus familiares.

 Marcelo Ackermann.