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Segundo pesquisa realizada pela consultoria de negócios Hay Group, em parceria com o Centre for Economics and Business Research (CEBR), a rotatividade de talentos nas empresas deve aumentar ainda mais nos próximos anos. Realizado a partir de estimativas macroeconômicas e opiniões de cerca de 5,5 milhões de funcionários em 450 empresas de 19 países (incluindo o Brasil), o estudo apontou um aumento de rotatividade global projetado para 2014 de 12,9% em relação a 2012. Em números totais, isso significaria 161,7 milhões de trabalhadores trocando de emprego em todo o mundo, ampliando os gastos e a perda de produtividade das empresas.

Para Cezar Tegon, presidente da Elancers, maior empresa de sistemas de recrutamento online do Brasil, um modelo antiquado de RH nesse cenário pode significar o fracasso. “Com tantas pessoas mudando de emprego, os profissionais de RH terão que modernizar seu método de trabalho. Caso contrário, as empresas precisarão dedicar uma parte maior dos seus recursos recrutando, selecionando e treinando novos talentos, num processo cíclico e custoso”, aponta.

Mentalidade ultrapassada – O ponto central a ser debatido, segundo Cezar, é a modernização dos processos de Recrutamento & Seleção. Para ele, ainda há muita resistência por parte do RH que prefere manter rotinas ultrapassadas e é avesso ao uso das novas tecnologias da área. “Esses profissionais foram condicionados a seguir uma ‘receita de bolo’ que funcionava há 10 anos, mas que não é capaz de suprir as demandas atuais de produtividade e assertividade nas contratações”, conta Cezar.

Segundo o presidente da Elancers, o processo de seleção mais empregado, sem o uso das novas tecnologias de R&S, é demorado, pouco transparente e burocrático. Nessa rotina antiga, 80% do tempo do RH está focado no Recrutamento e apenas 20% na Seleção. Os resultados são altos investimentos em anúncios de vagas, um volume gigante de currículos captados por email ou papel e um baixo reaproveitamento de currículos para outras vagas.

“O reflexo dessas rotinas ultrapassadas é que quase sempre há o estouro dos prazos estabelecidos, apressando o processo de definir o candidato ideal. O tempo do RH é gasto em fases mais burocráticas e operacionais, aumentando a pressão à qual esses profissionais são submetidos e dificultando uma efetiva medição desse ciclo de R&S, que acaba impossível de ser avaliado corretamente”, explica Cezar.

Mudança de paradigmas – A nova realidade do alto índice de turnover será o empurrão necessário para a modernização do RH, avalia o presidente da Elancers. “Caso contrário, os problemas se acumularão e a rotina de procurar e contratar novos funcionários pode se mostrar custosa demais e insustentável para as empresas”, conta.
A saída, segundo o especialista, está nas facilidades que a tecnologia propicia, encurtando os processos burocráticos e permitindo que o RH tenha tempo para focar-se na seleção do candidato certo para a vaga certa. Essa atenção às nuances do profissional faria a diferença entre uma contratação de qualidade e uma contratação errada, com grandes chances de resultar em mais rotatividade de profissionais.

“Um exemplo disso seria a possibilidade da empresa ter sua própria base de currículos. Isso já é possível hoje e impede que o RH venha a perder tempo entrevistando candidatos que já foram rejeitados em processos de seleção anteriores. O outro lado dessa facilidade seria o rápido reaproveitamento de bons candidatos em processos seletivos para diferentes vagas”, explica.

Tendências para o futuro – Além dessa modernização necessária para enfrentar um cenário de alta rotatividade, Cezar Tegon ainda aponta cinco grandes temas que devem tomar a atenção de todo o mercado de Recrutamento & Seleção durante os próximos anos:

• Processos claros e gerenciamento completo do ciclo de R&S.
• Adoção de técnicas de marketing que invistam no Employer Branding para fortalecer uma visão de ‘empregador preferencial’
• Ações inteligentes na atração de profissionais. Apenas anunciar vagas e esperar inscrições de candidatos já não é mais suficiente.
• Implantação efetiva do Recrutamento Interno, valorizando os talentos que já estão nas empresas.
• Utilização de indicadores ROI (Return on investment) que mostrem que contratar bem aumenta a performance da empresa.
“Essas são as tendências que ganharão cada vez mais força daqui para frente, impulsionadas pelo RH que não terá outra opção senão aderir às tecnologias que facilitam o trabalho desses profissionais”, finaliza Cezar.

FONTE: D2 Comunicação
http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/gestao-de-pessoas/rh-precisa-se-modernizar-para-enfrentar-turnover