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O escritório está se adaptando a um novo tipo de trabalho, no qual comunicação, criatividade e inovação são tão importantes quanto eficiência. “Esses ambientes refetem a compreensão de que um bom lugar para trabalhar precisa proporcionar conforto e qualidade de vida para que o profssional renda o máximo”, diz o inglês Philip Ross, CEO da UnWork, consultoria de inovação no trabalho. É assim que ele enxerga a vida profissional nos próximos anos. As novas tecnologias também permitem a superação de barreiras de tempo e espaço. O lugar de trabalho deixa de ser a sede da empresa para ser qualquer ponto da cidade — a sala de casa, um café ou um galpão de trabalho coletivo.

Essas transformações criam novos hábitos: com quem trabalhar, o que fazer no tempo livre ou onde se encontar para uma reunião. As cidades também são reconfiguradas de acordo com as mudanças. “Trabalho é algo que se faz, não um lugar para onde se vai”, diz o arquiteto André Brik, de Curitiba, autor do livro Trabalho Portátil, e um dos especialistas que traçaram o mapa do trabalho do futuro que você confere a seguir.

Dentro do escritório
Escritório mais flexível
As empresas caminham para expedientes mais fexíveis. Mesmo indústrias baseadas em turnos, como Bosch e Volvo, já adotam horários alternativos. As hierarquias também passarão a ser mais moldáveis. Em vez de linhas de comando rígidas, os funcionários se organizarão em redes colaborativas. “Liberdade passa a ser uma condição para trabalhar bem”, diz Tennyson Pinheiro, da consultoria Live/Work, de São Paulo.

As pessoas trabalham de maneira diferente de acordo com sua personalidade, humor e necessidades. Cafés, salas silenciosas, espaços de reunião e lugares ao ar livre passam a ser locais de produção. Na sede do site de comparação de preços Buscapé, em São Paulo, há redes onde os funcionários podem trabalhar. No Google, também em São Paulo, um dos espaços preferidos é o terraço com vista.

Rodízio de mesas
Os profissionais não precisarão ir todos os dias ao escritório. Portanto, em vez de ser lugares fixos, as estações de trabalho serão ocupadas de maneira rotativa, o que economiza espaço e energia. Na Philips do Brasil isso já acontece. Lá, 80% dos funcionários mesclam trabalho remoto com presencial. Na Cisco, ninguém tem lugar fixo e há três vezes mais funcionários do que mesas — dois terços trabalham remotamente.

Tecnologia tudo em um
Em vez de um computador no trabalho e outro em casa, as pessoas terão apenas um equipamento. Um único telefone recebe as ligações pessoais e as profissionais. O aparelho Pligg, lançado no começo do ano por uma startup gaúcha, oferece um número fixo, mas dispensa linha telefônica, pois é usado via computador conectado à internet (apenas 28 Kbps de banda) e já tem 10.000 usuários.

Fonte: Você SA –

02/12/2013
http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/gestao-de-pessoas/o-trabalho-do-futuro-e-portatil