Estamos no mês de setembro. É um mês de várias datas importantes e nos últimos anos podemos incluir  mais uma data que dificilmente sairá da memória de muita gente: 11 de setembro, ataque às torres gêmeas nos EUA. E dessa tragédia, que foi noticiada para  o mundo inteiro, destaco a história de uma mulher americana, viúva, que perdera o  seu marido no fatídico acidente de 11 de setembro.

Passados 10 anos da tragédia, esta mulher americana fundou uma ONG para auxiliar viúvas no  Afeganistão. Ser viúva no  Afeganistão é terrível. Para começar, a mulher é propriedade da família do marido, que  pode obrigar ela a casar com outra pessoa sem ela querer. Mas, às vezes, isso  não acontece porque ela é mal vista, por já ter sido ‘usada’. Muitas  vezes, ela é abandonada, porque a família não quer sustentá-la.  Tradições culturais  naquele país obrigam a viúva a casar com um cunhado, sem direito a herança e ser maltratada para sempre. Várias  mulheres viveram essa experiência só por serem viúvas e muitas delas ex-esposas de maridos que morreram pelo Talibã, que agora não têm mais a quem pedir  ajuda, vivendo uma vida indigna de sofrimentos.

Os projetos financiados pela ONG fundada pela viúva americana já transformaram as vidas de 10 mil  mulheres no Afeganistão. Mas isso ainda é pouco: são dois milhões de viúvas no  país devastado por guerras nas últimas três décadas. Segundo próprias  palavras da viúva americana: “Esse é o  verdadeiro combate ao terrorismo: “Essa guerra não pode ser vencida com armas. Você  não pode obrigar o mundo a ser seu amigo. Mas você pode ser amigo do mundo.  Quero que as mulheres alcançadas pelo nosso trabalho saibam que isso vem dos  Estados Unidos. Não do governo ou das grandes empresas, mas gente de todo tipo que realmente quer que elas tenham uma vida melhor”.

Em um dos mandamentos de Deus, Ele nos ensinou que devemos amar o próximo como  a nós mesmos. Por vezes até tentamos e falamos que “é preciso ter amor uns com os outros”, mas no dia-a-dia se vive o contrário. Por que será? A semente da injustiça, da ganância, da guerra estão presentes em nossas relações e experiências m esmo que tantas vezes não admitimos isto.

Ninguém é escravo de ninguém. Perante as leis de Deus e das pessoas, somos todos iguais, temos os mesmos direitos  e deveres. E é esse sentimento de justiça que move o trabalho realizado pela viúva e a ONG americana, e é esse sentimento de amor ao próximo que deve  nos motivar também a acabar com injustiças e desmandos na nossa sociedade.  Essa atitude da viúva americana é um lindo exemplo de que podemos mudar a vida  de pessoas que sofrem, basta querer, acreditar e amar!

Que Deus nos conceda muito amor e paz e nos livre de violência e guerras!                                                                                           Marcelo Ackermann