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Tendências que um técnico em Administração precisa estar atento:

“O impacto da Internet no consumidor vai alterar a dinâmica dos negócios: algumas indústrias vão desaparecer, outras vão surgir. As pessoas cada vez mais dividirão experiências usando dispositivos conectados.” Este prognóstico foi feito por Fábio Coelho, presidente do Google Brasil. Para atender este novo público, mais focado na troca de experiências, a empresa aposta no desenvolvendo de plataformas capazes de monetizar conteúdo gerado pelos usuários da Internet, além de desenvolver novos dispositivos conectados (como os tão esperados óculos do Google, que devem ser lançados comercialmente no final do ano).

Em evento para empresários em São Paulo, Coelho falou sobre o mercado de tecnologia e traçou um breve perfil dos consumidores hoje
hiperconectados: 51% deles fazem buscas depois de serem impactados por um anúncio, 76% assistem à TV e usam a Web ao mesmo tempo, 54% comentam os programas que veem. Estas pessoas trazem uma nova demanda que pede esforços maiores das empresas de tecnologia, que precisarão se manter na vanguarda para não perder relevância”.

Novas apostas

Grande parte da rentabilidade da companhia é gerada em um sistema de monetização de anúncios publicitários em plataformas de conteúdo gratuito, como o sistema de busca Google e o YouTube, mas as constantes transformações do mercado levarão a empresa a investir no desenvolvimento de produtos para diferentes segmentos.

“Uma grande aposta da empresa é o Google Glass, que possibilitará aos usuários receberem e executarem inúmeras funções, como pesquisa, compartilhamento de vídeos e acesso à Internet. Também investimos na criação de outros dispositivos, como, por exemplo, um carro que dirige sozinho que construímos e já passou em testes nos EUA”, conforme contou o executivo.

Fora do mundo das novas invenções, a mídia internacional informou ontem que o Google estaria trabalhando em um serviço pago de músicas que pode ser lançado no terceiro trimestre deste ano. A venda de música no Android deve fortalecer a plataforma – que atualmente é o programa para celulares mais utilizado em smartphones no mundo inteiro.

Tendências

Além do Google, outras empresas de tecnologia investem no conhecimento destes novos clientes para balizar o desenvolvimento de novos produtos. A Ericsson, por exemplo, fez uma pesquisa com brasileiros nascidos a partir de 1990 para entender quais são as necessidades da chamada “Geração Y”.
“A pesquisa é um trabalho anual que fazemos, porque toda companhia de tecnologia, precisa criar calendário de lançamento de novos serviços, e para isso deve conhecer as novas demandas. Computadores, Internet e telefones celulares entraram na vida das pessoas na década de 1990, mesmo assim, o Brasil esta entre os dez maiores mercados de tecnologia do mundo. Para nós fazer pesquisa e conhecer os hábitos desta ‘primeira geração’ que já nasceu inserida no uso dessas tecnologias”, explicou Luciana Gontijo, responsável pelo Ericsson ConsumerLab na América Latina e Caribe.

Resultados

A pesquisa da Ericsson mostrou que dos jovens que hoje vivem em grandes cidades do País, 20% usam smartphone e 41% usam banda larga móvel em algum dispositivo (celular, smartphone, tablet, notebook ou desktop Esses jovens são dependentes de tecnologia: 9 em cada 10 têm aparelho celular, 70% têm computador em casa e 61% já possuem banda larga em sua residência.
Além disso, quase metade passa mais de três horas por dia conectado e somente 8% deles ainda não são usuários de Internet. Eles não se desconectam nem mesmo ao assistir televisão, acessam as redes e interagem enquanto consomem conteúdo (48%), agindo como agentes que postam, comentam e ditam os conteúdos – ou seja, não os recebem passivamente.
“Os jovens da geração conectada necessitam de mobilidade e conexão 24 horas por dia, 7 dias por semana, sendo cooperativos, colaborativos e multitarefários, além de se precuparem com a saúde do planeta e com a sustentabilidade e a igualdade entre as pessoas. Eles tratam essas questões como uma causa, não como mero modismo. Acreditam que o dinheiro é bom e importante, mas que sua vida pessoal é muito mais”, disse Luciana.
Parte de um grupo extremamente midiático, a geração que nasceu na década de 90 participa ativamente das redes sociais: 89% deles fazem uso de pelo menos uma rede social e mais de 64% a acessam diariamente. São jovens que usam SMS todos os dias para diversas finalidades (83%) e que gostam tanto de teclar quanto de falar ao telefone (92%).

“A demanda destes jovens é fundamental para uma companhia como a Ericsson” concluiu.

Fonte: DCI
Mercado & Consumo – 27 Fev 2013
http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/google-diversifica- foco-para-atender-novo-consumidor